Qual a melhor cantora e o melhor cantor gospel de 2012?

Qual a melhor cantora e o melhor cantor gospel de 2012?

Qual a melhor cantora e o melhor cantor gospel de 2012?
Último dia do ano, várias retrospectivas, análises e conjecturas estão sendo realizadas. Certamente vem à cabeça: qual foi a melhor cantora/cantor de 2012? Já se perguntou? Pois é.
A segunda edição do Troféu Promessas elegeu a cantora Fernanda Brum e o cantor Thalles como os melhores de2012. Uma votação aberta aconteceu para que eles fossem eleitos, sendo assim a vontade soberana do público. Você concorda com este resultado?
O que se considerar quando avaliar cantores e cantoras para determinar quais foram os melhores do ano? O que um possui que o fez ser consagrado o melhor? Vamos tentar encontrar essas respostas?

ü  Fama e popularidade;

Muito provavelmente, (tenho certeza) o principal objetivo do Troféu Promessas é justamente atestar a popularidade alcançada por determinado artista adorador (a). E isto é sim um quesito que conta quando vai se julgar qual o melhor do ano. Nem sempre o popular lançou o melhor trabalho, mas sua popularidade é tanta que isso não é problema, seus discos vendem bem, seu público é fiel, e, portanto pode ser considerado o melhor. Há controvérsias.

ü  Inovação;

Num papo breve com alguns amigos, foi levantado que, para um cantor ser considerado o melhor, o quesito inovação é importante. Ok. Se olharmos para isso, será que Thalles e Fernanda Bruminovaram? Apesar do estilo extravagante de Thalles, suas letras são bem comuns. Se tirar a pressão e o talento, resta pouco de inovação. Fernanda Brum tentou lançar um disco inovador, mas acabou com um CD mediano, com algumas músicas de alto nível e outras bastante dispensáveis. Basicamente, segue a mesma linha de trabalhos anteriores, sem falar que seu recente clipe “liberta-me” bem que tentou, mas nem de longe se iguala ao aclamado “Pavão pavãozinho”.
Então quem se enquadraria neste quesito “Inovação”? Destacaria os trabalhos de Marcela Taís, com seu som descontraído e letras poéticas com uma pegada folk trazendo ares de inovação à música gospel. Além dela, Nívea Soares, Daniela Araújo, Leonardo Gonçalves, Bruno Branco, Palavrantiga podem ser mencionados por fazerem algo diferente do até então estabelecido. Você os conhece? Consideraria como os melhores de 2012?

ü  Escolha de repertório;

O repertório pode ser a salvação ou a morte de um disco. Escolher mal as canções pode por todo um trabalho a perder (geralmente os discos demoram um tempo considerável para ficar pronto, então se encalhar será um prejuízo difícil de digerir). Alguns poderiam ter tido um repertório melhor são “Jesus” de Gabriela Rocha, “Aceito teu chamado” de Bruna Karla e “Às margens do teu rio” de Davi Sacer. Outros também derraparam, mas estes foram alguns dos que havia muita expectativa e decepcionaram.
Podemos destacar que acertaram no repertório, Jozyanne com o excelente álbum “Meu milagre”, Elaine de Jesus, que depois do quase fiasco “Celestial”, lançou “Escolhidos” com repertório Top. Brenda também acertou com o “Novos horizontes” e Wilian Nascimento arrebentou com o CD “Levante sua voz”. E aí, será que dá pra eleger algum destes como o melhor do ano?

ü  Vendas;

A imbatível Damares este ano continuou em alta recebendo disco de Diamante por seu “Diamante”. Thalles foi outro que, apesar de oficiosos, recebeu várias certificações. Fernandinho na primeira semana após o lançamento do álbum “Teus Sonhos” já tinha conquistado Disco de Platina com mais de 80 mil cópias vendidas. Neste seleto grupo entram Shirley Carvalhaes com “Chegou o tempo de cantar” e o Diante do Trono com “Creio”. Aline Barros que não ganhou o Troféu Promessas, mas levou o Grammy, também está na lista dos que mais venderam em 2012, e claro, não podemos esquecer-nos do Jotta A com o seu “Essência”.

ü  Gosto pessoal;

Pode parecer estranho pontuar o gosto pessoal como critério, já que se busca uma “eleição imparcial”. A questão é que a existência da “imparcialidade” é algo questionável. E numa escolha como esta, sem dúvida o gosto de cada um influenciará na decisão. O que o artista (ops, adorador) luta pra conseguir é justamente adorar sem se importar com títulos cair no gosto da maior quantidade de pessoas possível. (claro que se tiverem os quesitos citados anteriormente isso fica mais fácil).
Para isso, aqueles que dispõem de forte assessoria, de status para ir a programas de TV, que compram espaços nas rádios terão mais chances de estourar e virar “a última coca-cola zero no deserto” ainda que em nível de qualidade musical, estejam no mesmo patamar que muitos outros que são ignorados.

CONCLUINDO…

Será que é justo utilizar os mesmos critérios para julgar trabalhos e cantores totalmente diferentes, com propostas e públicos diferentes? Como colocar numa mesma análise, Daniela Araújo e Shirley Carvalhaes? Como comparar o trabalho de Leonardo Gonçalves ao de Wilian Nascimento se é tudo tão distinto?
Penso que cada cantor, banda, ministério tem que fazer o melhor dentro do estilo que se propõe defender. Se for cantor pentecostal, que busque ser o melhor neste estilo. Se for banda de rock, ministério ou sertanejo, idem!
O Troféu Promessas começou a dar sinais desta mudança quando incluiu a categoria “CD Pentecostal”, mas ainda está longe do ideal. Usar os mesmos critérios para julgar/analisar trabalhos tão diferentes é um dos maiores equívocos que estamos cometendo. Persistir nisso será tolice.

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